Riba de Ave não vai parar!

Como se não bastassem as circunstâncias negativas que têm vindo a prejudicar gravemente a Vila de Riba de Ave, principalmente desde que o Governo, com o final dos contratos de associação com a Didáxis e o Externato Delfim Ferreira, comprometeu a oferta de ensino secundário público e gratuito aos ribadavenses e cidadãos das freguesias vizinhas, o ano de 2018 começou mal para Riba de Ave.

O anunciado encerramento do Posto dos CTT é mais uma machadada na dinâmica da nossa Vila e é mais uma consequência da decisão desastrosa da Administração Central em deixar cair os contratos celebrados com as nossas instituições educativas sem acautelar o acesso ao ensino a que os nossos jovens e as nossas famílias têm direito.

A perda da vitalidade diária que durante muitos anos foi uma marca forte da nossa terra, onde tiveram origem as primeiras e mais fortes indústrias têxteis do nosso país, é uma evidência que os ribadavenses nada fizeram por merecer. Estamos a perder as escolas, perdemos a Caixa Geral de Depósitos e querem tirar-nos agora mais um serviço público. Estão a puxar-nos para baixo de forma fria e injustificada.

O caso concreto do Posto dos CTT é tanto mais incompreensível quanto é sabido, apesar de todas as vicissitudes, do intenso movimento que a loja diariamente regista e do importante serviço público que é prestado a partir dela aos nossos cidadãos.
Sabemos que os CTT são uma empresa detida por capitais privados, mas o serviço que presta é de natureza e de interesse público e, por isso, o Governo não pode deixar de intervir sempre que esse serviço é comprometido, como é o caso.

Na sessão solene comemorativa do 30.º Aniversário da Elevação da Freguesia de Riba de Ave à categoria de Vila, que decorreu no passado mês de dezembro, deixei publicamente a garantia que da parte da Junta de Freguesia, quaisquer que sejam a circunstâncias, não baixaremos nunca os braços e continuamos a lutar e a trabalhar para que a nossa vila corresponda às legitimas necessidades e expectativas dos Ribadavenses.

As notícias más e injustas para a nossa terra abalam-nos, deixam-nos tristes mas não nos desviam dos nossos propósitos e não quebram a nossa motivação. Pelo contrário! Tornam-nos mais fortes e mais determinados pela luta intransigente dos superiores interesses da nossa terra.

Deixo a minha garantia aos ribadavenses de que não vamos condescender com estas decisões que obrigam os nossos jovens a escolherem outro concelho para estudarem, as nossas famílias a escolherem outro concelho para gerirem as suas economias e, agora, outro concelho para terem acesso aos serviços postais. Tudo faremos para que a anunciada decisão da administração dos CTT não se cumpra e não descansaremos enquanto não obtivermos da parte do Governo as medidas que se impõem para garantir a existência na nossa terra de ensino público gratuito em todos os escalões de ensino obrigatório.

Não nos vamos conformar e não nos calaremos nunca.